O que as pessoas
dizem depois.
Relatos de quem participou dos ciclos da Prosódia — sem edição publicitária. Cada um fala de um percurso diferente.
Quem passou pelos cursos
Fiz o Primeiro Sinal sem saber direito o que esperar — sempre achei que teatro era coisa de quem tinha jeito natural para palco. As cinco semanas me mostraram que tem muito trabalho antes disso. Gostei especialmente do ritmo: sem pressão, mas com conteúdo real.
Sou professor e fiz o curso de voz pensando em melhorar minha projeção em sala de aula. O trabalho com a fala regional foi uma surpresa — nunca tinha parado para pensar que meu jeito de falar era matéria artística. Saí com uma relação diferente com a minha própria voz.
A temporada foi diferente de qualquer coisa que já fiz. Oito meses trabalhando junto com o mesmo grupo, viajando para as comunidades ribeirinhas, adaptando o espetáculo para espaços sem estrutura de palco. Exigente, mas nunca angustiante. A equipe da Prosódia sabe quando pressionar e quando recuar.
As duas tutorias individuais fizeram diferença — a Cláudia identificou um padrão de respiração que eu carregava há anos sem perceber. As sequências de prática diária são simples, mas funcionam se você faz com regularidade.
Vim de Marabá especificamente para fazer esse curso. Não tem nada parecido na minha cidade. O grupo era misto — tinham pessoas que já faziam teatro amador e outras que, como eu, nunca tinham feito nada. Funcionou bem mesmo assim.
A parte que mais me marcou foi a logística das apresentações nos rios — aprender a montar e desmontar rapidamente, conversar com a comunidade depois do espetáculo. Não é o tipo de coisa que você aprende em sala.
Percursos com mais detalhe
Ana Lima, jornalista de Belém, queria melhorar sua presença em gravações e entrevistas. Sentia que a voz não projetava confiança mesmo quando o conteúdo era sólido.
Começou pelo Primeiro Sinal para entender o trabalho de presença em cena. No ciclo seguinte, migrou para o curso de Voz — onde o trabalho com respiração e ressonância teve impacto direto na sua fala profissional.
Depois dos dois ciclos, revisou a forma como usa a voz em entrevistas ao vivo. As sequências de prática diária continuam fazendo parte da rotina. Duração total: 15 semanas.
"Não esperava que um curso de teatro me ajudasse no jornalismo, mas a conexão faz sentido quando você está dentro."
Um grupo de seis pessoas com histórico variado — alguns com experiência em teatro amador, outros com passagem por dança. Nenhum tinha feito trabalho de companhia antes.
Completou a Temporada Companhia Rio Delta com mais quatro participantes, criando um espetáculo baseado em histórias ribeirinhas do Marajó. Além de duas temporadas em Belém, realizaram três apresentações em comunidades às margens do Guamá.
Três integrantes do grupo seguiram para um segundo ciclo na temporada seguinte. O espetáculo foi selecionado para apresentação no Pará Rural em novembro de 2025. Duração: 8 meses.
"Fazer teatro na cidade é uma coisa. Apresentar às margens do rio, para pessoas que raramente têm acesso a isso, é outra."
Como nos encontrar
Sáb: 9h–13h
Números da escola
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